terça-feira, 7 de abril de 2009

Revolução do Mexico

Trabalho sobre:
Revolução do Mexico


• Revolução Mexicana
Introdução
A revolução iniciou em 1910 foi um grande movimento popular, anti-latifundiário e anti-imperialista que foi responsável por importantes transformações no México, apesar da supremacia da burguesia sobre as instituições do estado

O Porfiriato
O período de 1876 em 1911 caracterizou-se pela ditadura de Porfírio Diaz, responsável pelo desenvolvimento do capitalismo mexicano. Apoiado no ingresso de capitais e empresas estrangeiras e uma política anti popular. Apoiou-se ainda no exército que possuía a função de política do Estado e na Igreja Católica.

A eclosão da revolução

Em 1908, Diaz da uma entrevista dizendo estar cansado de exercer o poder, insinuando a possibilidade da alternância no poder.
Isto bastou para Francisco Madero se candidatar na plataforma antireeleicionista. A recepção da candidatura foi muito grande, isto bastou para os científicos pressionarem Diaz a continuar no poder. Madero foi aprisionado dias antes da eleição. Diaz vence a eleição. Posto em liberdade Madero que segue para E.U.A e junta forças. Diaz vai para o exílio depois de maderistas e federais assinarem a paz. Madero é eleito presidente do México.

O choque entre Madero e Zapata

Madero acreditava que os objetivos da revolução já tinha sido alcançados, pois o México contava com instituições democráticas que atenderiam os desejos reformistas e o dos camponeses. Mas Zapata acreditava que não existia reforma agrária sem posse de armas. Esse atrito colocou Madero na dependência da camarilha militar chefiada basicamente por gen. Huerta.
A deposição de Madero e o governo Huerta
Lança-se o golpe. Gen. Felix Diaz pega armas contar o governo. O gen. Huerta entra em acordo com gen. Diaz. Huerta forma um novo governo provisório , enquanto Diaz se desmobilizaria.


Madero foi afastado do poder.
O governo nortista Carranza não reconheceu o novo governo e deu inicio a mobilização contra Huerta. O mesmo fez Villa no norte e Zapata no sul. Forma-se o exercito constitucional que visa restabelecer o naderismo , liderado por Venustiano Carranza. Huerta renuncia.
Constitucionalistas contra os camponeses
Zapata e Madero enfrentam um novo confronto. E Carranza é obrigado a enviar à Convenção um decreto de reforma agrária. Mesmo com o acordo entre Villa e Zapata chamado Pacto de Xoximilco, Carranza reorganiza as forças militares e Villa e Zapata são derrotados, estabelecendo também pena de morte contra os grevistas.
O fim das lideranças camponesas e a classe Operária
Com a derrota pelos federais sob o comando de Álvaro Obregón, vilistas e zapatistas entram em decomposição. Carranza neutraliza poderosas lideranças com o assassinato de Zapata e afastamento de Villa. Os constitucionais estabelecem a reforma agrária.
Enquanto os camponeses tiveram uma presença constante na Revolução, a classe operária terminou seguindo os vitoriosos. Os trabalhadores apoiam Obregón-Calles, e reconhecem o direito de formar sindicatos.
A Constituição de 1917

Carranza aprova a nova constituição, documento de máxima importância da Revolução de 1910.
É estabelecido, no conjunto dos artigos mais importantes:
O ensino Laico; A expropriação de terras em favor dos ranchos e dos ejidos; Fixava as relações Capital e Trabalho; Restringiu o poder da Igreja; Secularização do clero. Esta constituição representou a separação da Igreja e do Estado.

A estabilização da Revolução
Obregón-Calles

Com o assassinato de Carranza, o poder foi os generais Obregón e Calles. Ocorre uma reação do clero católico, que suspendeu a celebração religiosa no país, devido a rígida política anticlerical imposta pelo general Calles, sucessor de Obregón. Esta última guerra civil acaba com a derrota dos católicos. Em 1928 Obregón foi reeleito, mas foi assassinado. Terminando o período revolucionário com a sua morte.
Os Bastiões do novo regime

A burguesia teve importância maior com a revolução, que se apropriou das terras e iniciou um processo de integração capitalista mais acelerado no país. Com isso, sedimentou-se a classe média rural e os índios proprietários dos ejidos.
Os trabalhadores, organizados em sindicatos atrelados ao partido e aos Estados formam com os outros setores um pacto social de longa duração.

As conseqüências da Revolução Mexicana
É promulgada a Constituição reformada;
A nacionalização do solo e do subsolo e devolução das terras comuns aos indígenas; A Igreja Católica é separada do Estado e tem seus poderes diminuídos. Os trabalhadores passam a ter direitos reconhecidos. No governo de Obregón:
Organizam-se sindicatos e consolida-se o sistema de educação nacional; Inicia-se o desenvolvimento da grande pintura mural mexicana; É fundado o Partido Revolucionário Institucional (PRI); O general Cárdenas aprofunda a reforma agrária e nacionaliza as empresas de petróleo e ferrovias. Quando o presidente Manuel Ávila Camacho é eleito, um período de consolidação e reconciliação marca o fim da revolução, dando início a uma fase de desenvolvimento industrial.
A mais recente influência da Revolução Mexicana foi em relação a adesão do México ao Nafta que recebeu a oposição do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). Assim como Zapata o fez, o EZLN reivindica melhores condições de vida para os camponeses indígenas e reforma agrária, além de considerar nociva a intrusão estrangeira na vida mexicana, que acredita ser representada pelo Nafta. O EZLN tomou várias cidades do Estado de Chiapas, região bastante pobre do sudeste do México, tendo como objetivo mostrar ao governo mexicano e ao mundo sua insatisfação com o projeto político e econômico dos Estados Unidos.
Queda de Porfírio Díaz


Porfírio Díaz Mori.

A luta armada começou depois da fraude eleitoral perpetrada em 1910 pelo General Porfírio Díaz Mori, que se tinha mantido de maneira quase ininterrupta na presidência do México desde 1876. A presidência de Díaz se tinha caracterizado por impulsionar a industrialização e pacificação do país a custo da exploração das classes camponesa e operária, concentrando a riqueza, o poder político e o acesso à educação num punhado de famílias possuidoras de grandes latifúndios e em algumas empresas de origem estrangeira, principalmente francesas, britânicas e estadunidenses.
Nas eleições de 1910 Díaz tinha tido como adversário Francisco I. Madero, um rico empresário educado no estrangeiro que simpatizava com as reformas sociais que desde vários anos eram promovidas por intelectuais como Antonio Horcasitas ou os irmãos Jesús e Ricardo Flores Magón. Díaz mandou prender a Madero enquanto fazia campanha em Monterrey e posteriomente o transladou a San Luís Potosí, enquanto Diaz pôde reeleger-se novamente à Presidência da República. Madero conseguiu fugir e exilar-se em San Antonio, Texas, onde redigiu o Plano de San Luís no qual convocava um levantamento armado que deveria ter início a 20 de Novembro de 1910 às 18:00 horas. Adicionalmente, o plano declarava nulas as eleições de 1910, não reconhecia o governo de Díaz, nomeava a Madero presidente provisório, restituía aos indígenas as terras que se lhes tinha apreendido mediante a Lei de baldios e estabelecia o princípio de não-reeleição para os postos políticos no país.
Diversos rebeldes e caudilhos populares responderam ao chamamento mas nunca formaram um movimento homogêneo nem compartilharam os mesmos ideais. Brigavam camponeses indígenas encabeçados por Emiliano Zapata, que reclamavam o roubo ancestral de suas terras, e as tropas de Pancho Villa, um foragido que estendeu os conflitos até o território dos Estados Unidos. A 20 de Novembro de 1910 se levaram a cabo treze confrontos em Durango, San Luís Potosí, Veracruz e Chihuahua. A luta contra o exército federal se estendeu por todo o país mas durou pouco, pois o presidente Díaz renunciaria cinco meses depois.
Depois de sua queda se iniciou uma luta fratricida entre rebeldes e ideologias que custaria a vida a um milhão de mexicanos, 10% da população total daquela época.


Francisco I. Madero

Francisco I. Madero

Depois da renúncia do presidente Díaz se formou um governo provisório encabeçado por Francisco León de la Barra que entregaria a presidência a Madero em 1911, no entanto dois anos depois Madero seria vítima de um golpe de estado encabeçado pelo general Victoriano Huerta. O efêmero governo maderista tinha sido incapaz de pacificar o país e os caudilhos enfocaram a luta na contramão do novo governo.
Victoriano Huerta
Com a morte de Madero, subiu ao poder
Victoriano Huerta. Esta usurpação de poder seria apoiada pela aristocracia latifundiária, que via em Huerta uma oportunidade de restabelecer o sistema de Díaz. Os líderes locais redirigiram os seus esforços para a luta contra o novo governo e acusando Huerta de assassinar Madero em conluio com o embaixador americano, Henry Lane Wilson. Esta luta era dirigida por Pancho Villa, Zapata, Carranza e Obregón. A pressão dos Estados Unidos, que culminaria na ocupação de Veracruz após o incidente de Tampico, em combinação com as ações dos rebeldes, acabariam por levar à queda de Huerta. Derrotado, exilar-se-ia em El Paso, Texas, onde viria a falecer alguns anos mais tarde.
Venustiano Carranza
A fim de conter a carnificina,
Venustiano Carranza, o governador do nordestino estado de Coahuila formou o Exército Constitucionalista tendo em vista pacificar o país adotando a maior parte das demandas sociais defendidas pelos rebeldes e integrando-as a uma nova Constituição de tom progressista. Carranza conseguiu incluir a maior parte das demandas no texto da Constituição de 1917, incluindo o Plano de Ayala de Emiliano Zapata, mas seu desejo de pacificar o país provou ser mais forte do que sua habilidade para solucionar os problemas que tinham dada origem à violência, assim que, um a um, foi assassinando os rebeldes do movimento.
Álvaro Obregón
O governo de Carranza durou pouco. O general
Álvaro Obregón, que tinha desempenhado na primeira etapa de seu governo o cargo de Ministro de Guerra e Marinha, sublevou-se ao ver-se em desvantagem em sua luta pela candidatura oficial nas próximas eleições federais e levou à morte de Carranza em 21 de maio de 1920. Obregón assumiu o poder e demonstrou não só ser um hábil militar, pois terminou de pacificar a maior parte do país, senão um hábil político que fomentou a criação e ao mesmo tempo se fez o apoio de múltiplos sindicatos e centrais operárias. Foi sucedido pelo também general Plutarco Elías Calles, que promoveria algumas leis anti-clericais que provocariam a Guerra Cristera e fundaria o Partido Revolucionário Institucional (PRI), que se manteria na presidência da República por mais de setenta anos. Ainda que a reeleição estivesse expressamente proibida pela Constituição de 1917, Obregón conseguiu fazê-lo em 1928 mas foi assassinado por um extremista católico antes de tomar posse do cargo.


O governo de Porfírio Díaz e suas conseqüências (1876 – 1911)
Na transição do século XIX para o século XX, o regime do General Porfírio Díaz começou a agonizar. Díaz assumiu o poder em nome da plataforma do regime liberal que implantou o imobilismo político.
Socialmente: A principal base de apoio da ditadura foi a camada latifundiária; estes os grandes beneficiários da política do governo, que eliminou o ejido ( terras comunitárias de origem indígena ) possibilitando maior concentração fundiária e a formação de grande contingente de camponeses super explorados. Se o campo se encontrava nas mãos da aristocracia rural, as minas, o comércio, os bancos e as poucas indústrias eram concessões dadas ao capital estrangeiro, principalmente americano. Assim, o porfiriato era resultado político do pacto social entre os latifundiários e o capital estrangeiro, de resto pacto característico da América Latina em sua forma geral.
O Poder político: Este pacto social, que tem a sua cabeça política na figura de Porfírio Díaz, foi o avalista da "paz social" e interclassista que assegurava o domínio dos haciendados sobre a população camponesa. Díaz impôs a "pax porfirista" entre os inúmeros "caciques" agrários ao mesmo tempo em que reprimia ferozmente a marginalidade social imposta pelo seu sistema.
O Estado: Este Estado porfirista era administrado por uma burocracia civil-militar que se inspirava no positivismo europeu, os chamados "científicos" que acreditam poder regenciar a sociedade de maneira autoritária, de cima para baixo.
A Igreja: A Igreja mexicana sempre desempenhou um papel político importante na História do país. No entanto, esse poder foi afetado na chamada Era das Reformas (1854 - 76) quando a Igreja perdeu parte considerável do poder, principalmente pela adoção da política dos liberais que lhes confiscaram as terras. Essa Igreja era extremamente orgulhosa de seu passado, e o alto clero considerava o seu papel fundamental na manutenção do império espanhol e o responsável principal pelo conformismo popular para com a dominação aristocrática.
Carranza aprova a nova constituição, documento de máxima importância da Revolução de 1910.
É estabelecido, no conjunto dos artigos mais importantes:
O ensino Laico; A expropriação de terras em favor dos ranchos e dos ejidos; Fixava as relações Capital e Trabalho; Restringiu o poder da Igreja; Secularização do clero. Esta constituição representou a separação da Igreja e do Estado.
A estabilização da Revolução
Obregón-Calles
Com o assassinato de Carranza, o poder foi os generais Obregón e Calles. Ocorre uma reação do clero católico, que suspendeu a celebração religiosa no país, devido a rígida política anticlerical imposta pelo general Calles, sucessor de Obregón. Esta última guerra civil acaba com a derrota dos católicos. Em 1928 Obregón foi reeleito, mas foi assassinado. Terminando o período revolucionário com a sua morte.
Os Bastiões do novo regime
A burguesia teve importância maior com a revolução, que se apropriou das terras e iniciou um processo de integração capitalista mais acelerado no país. Com isso, sedimentou-se a classe média rural e os índios proprietários dos ejidos.
Os trabalhadores, organizados em sindicatos atrelados ao partido e aos Estados formam com os outros setores um pacto social de longa duração.
As conseqüências da Revolução Mexicana
É promulgada a Constituição reformada;
A nacionalização do solo e do subsolo e devolução das terras comuns aos indígenas; A Igreja Católica é separada do Estado e tem seus poderes diminuídos. Os trabalhadores passam a ter direitos reconhecidos. No governo de Obregón:
Organizam-se sindicatos e consolida-se o sistema de educação nacional; Inicia-se o desenvolvimento da grande pintura mural mexicana; É fundado o Partido Revolucionário Institucional (PRI); O general Cárdenas aprofunda a reforma agrária e nacionaliza as empresas de petróleo e ferrovias. Quando o presidente Manuel Ávila Camacho é eleito, um período de consolidação e reconciliação marca o fim da revolução, dando início a uma fase de desenvolvimento industrial.
A mais recente influência da Revolução Mexicana foi em relação a adesão do México ao Nafta que recebeu a oposição do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). Assim como Zapata o fez, o EZLN reivindica melhores condições de vida para os camponeses indígenas e reforma agrária, além de considerar nociva a intrusão estrangeira na vida mexicana, que acredita ser representada pelo Nafta. O EZLN tomou várias cidades do Estado de Chiapas, região bastante pobre do sudeste do México, tendo como objetivo mostrar ao governo mexicano e ao mundo sua insatisfação com o projeto político e econômico dos Estados Unidos.

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